RESEX Alto Tarauacá
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Áreas de Observação

Reserva Extrativista Alto Tarauacá

A Reserva Extrativista do Alto Tarauacá situa-se na mesorregião do Vale do Juruá no estado do Acre. Possui área total de 151.199,64 ha (Decreto de Criação, 2000) distribuída em três municípios: Jordão, Tarauacá e Marechal Thaumaturgo, sendo sua maior porção no município de Jordão (87.952,1 ha - 58,2 %), seguida pelo município de Tarauacá (57.992,4 - 38,4%) e apenas uma pequena área do município de Marechal Thaumaturgo (5.246,7 ha - 3,5%). Apesar de incidir em três municípios, a RESEX possui maior ligação, tanto econômica quanto social com o município de Jordão. A sede administrativa da RESEX localiza-se atualmente em Rio Branco.

A RESEX do Alto Tarauacá localiza-se, em sua maior parte, na margem esquerda do rio Tarauacá e abrange alguns de seus mais importantes afluentes na porção “alta” da bacia: os igarapés São Salvador e seus afluentes, Nazaré, Mato Grosso, Zé de Melo, e parcialmente os igarapés Primavera, América e São Vicente, além de parte do rio Jordão em seu baixo curso. Possui seus limites confrontantes com outras áreas protegidas, sendo ao norte com as terras indígenas rio Gregório e Kampa do igarapé Primavera, a noroeste com a RESEX Riozinho da Liberdade, a leste com a terra indígena Jaminawá Arara do rio Bagé, a sudoeste com a RESEX Alto Juruá e ao sul com a terra indígena Kaxinawá do Baixo rio Jordão.

História

A história de criação da Reserva Extrativista do Alto Tarauacá remonta ao final dos anos 80, toda a década de 90 e início dos anos 2000, sendo que os principais fatos específicos estão situados entre 1988 e 2002 (Figura 49). Esta história está relacionada principalmente aos processos e conflitos sociais e econômicos pelos quais a região, mais especificamente o Vale do Juruá, enfrentava à época.

Os movimentos sociais e políticos ocorridos nos anos 90 que resultaram na criação da Reserva Extrativista do Alto Juruá, a primeira do país, foram a mola propulsora para o início de toda uma história de reinvindicações dos extrativistas da região em parceria com diversas entidades como o Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS), Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Jordão e Tarauacá (STR), Prefeituras de Tarauacá e Jordão, Associação dos Seringueiros e do Centro Nacional de Desenvolvimento Sustentável das Populações Tradicionais (CNPT) no Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), para a criação da Reserva Extrativista do Alto Tarauacá. Estes movimentos se mobilizaram em um contexto de conflitos sociais e econômicos na região no final dos anos 80, desencadeado pela crise na economia da borracha, quando o corte e exploração da seringa deixaram de ser a atividade norteadora da população que ali vivia. O baixo preço da borracha e a desarticulação de sua rede comercial fizeram com que a população seringueira buscasse outras fontes de renda e atividade, intensificando então as atividades agrícolas, criação de animais, a pesca e caça e, ainda, a exploração predatória da madeira. Aliado a este processo, houve um completo abandono das comunidades, e uma situação de total “desassistência”, visto que a grande distância da capital do estado do Acre os desfalecia de investimentos públicos e sociais. Consequentemente, muitas das famílias que viviam nos centros dos seringais mais afastados migraram para ocupar regiões mais próximas da sede do município de Jordão ou para a cidade de Tarauacá em busca de condições melhores de vida.

Além dos aspectos de contexto social e econômico que justificaram a sua criação, há um componente ambiental bastante importante. A relevância ambiental da área é constatada desde 1911, por meio do Decreto nº 8.843, em que o Governo Federal reconhece a importância dessa localidade para conservação das florestas, ao instituir a Reserva Florestal do Território do Acre, incluindo os principais afluentes da margem direita do Alto Juruá e da margem esquerda do rio Tarauacá. A criação da RESEX teria o intuito de impedir o agravamento dos impactos ambientais decorrentes das consequências da crise da borracha, principalmente quanto a retirada e exploração ilegal da madeira (em especial o mogno e cedro), a caça e pesca predatória que ali se acentuava, em função da busca por alternativas econômicas para sustento da população.

Infra-estrutura

Alojamentos, áreas de camping, opções para alimentação…

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Referências